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Os exageros e as piadinhas sem graça de Amor à Vida

“‘Só posso ter colocado chicletes no cabelo de Jesus Cristo’ e ‘Fiz furinhos na Arca de Noé'”, são algumas frases “engraçadas” do vilão

Quem me conhece sabe o quanto eu aprecio uma programação de TV aberta e sabe o quanto eu gosto de comentar sobre essas coisas. Mas sempre existe aquela insatisfação em alguma cena, algum ator/atriz ou até mesmo na novela inteira.

Quando anunciaram que o autor Walcyr Carrasco iria para o horário nobre já venho a minha dúvida de como seria uma trama mais séria, com abordagens do cotidiano e uma pitada de humor. O que eu havia imaginado venho à tona, pois veio uma novela água com açúcar – me refiro a mocinha frágil, o mocinho tonto que só dá uma de herói quando o autor se lembra que ele terá que usar a força e um vilão engraçado (porém forçado) que ganhou o sorriso do público.

Uma novela que fica em torno de um hospital não é o problema, mas, sim, uma ficção bem semelhante a série americana Grey’s Anatomy . Série de sucesso e que mostra o cotidiano dos profissionais que ali trabalham, mostrando os problemas profissionais até a vida pessoal como o envolvimento amoroso de colegas de trabalho, caso bem semelhante em Amor à Vida.

Quando me referi ao personagem Félix, por se tratar de um vilão engraçado e ao mesmo tempo forçado, quis destacar as frases que se tornaram clichês demais e que abusaram das frases bíblicas para se tornar as famosas piadinhas do personagem. Não estou criticando o cunho religioso que as piadas levam, mas ressaltei porque essa história não agradou alguns evangélicos – de fato eles sempre protestam.

O vilão Félix de Amor à Vida (Foto: Pedro Curi/ TV Globo)

O texto de Walcyr, que não autoriza seus atores a improvisar o script, senão será levado para o tronco, é forçado. Você não vê uma pessoa em frente a um juiz falar que seu pai (no caso o Cezar) usará fraldas no futuro devido a velhice. Quem em sã consciência falaria isso em meio a uma decisão judicial? Simplesmente sem noção.

Amor demais

Quem acompanha a história de Paulinha e Ninho (que já mudou de personalidade umas 37 vezes) pode perceber que o amor entre os dois está passando dos limites, nem tanto pela menina, mas pelo o Ninho que tem um objetivo de conquistar “as duas mulheres de sua vida”. O ex Bob Marley é tão amoroso com a pequena que passa para um público um ar de pedofilia (sei que minha expressão foi um tanto forte). Essa é a minha opinião, não só minha, mas a de vários comentários que eu vi em alguns textos de críticos de TV.

Um homem que tenta manter as escondidas um encontro com uma criança e ainda dá presentinhos para alegra-la é, sim, um tanto estranho para quem não conhece a história da novela e começou a acompanhar, por exemplo, no capítulo 83. Bom, essa foi uma pequena insatisfação de Grey’s. Quer dizer, Amor à Vida. Prefiro o Carrasco escrevendo as tramas das 6, com histórias mais leves igual “Cravo e a Rosa”, ou um dramalhão mexicano, que até rendeu bons índices de audiência, como “Alma Gêmea”.

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